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riscos_e_rabiscos

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* Tributo ao meu Bóbi.*

Faz hoje um ano que passei um dos dias mais horríveis da minha vida. Era domingo, o meu N. tinha ido embora e eu estava na casa nova da minha mãe a arrumar coisas.

 

O meu adorado Bóbi andou bem todo o dia, brincou comigo, correu e não manifestou nada de anormal. Ao fim da tarde, Começou a beber muita água, demasiada água. O que comia, vomitava, só queria mesmo água. Como ele sempre teve problemas de estomago, dei-lhe um medicamento de proteção do estomago que o vet receitou. Mas os vómitos continuaram. E começou a perder a força nas patas traseiras.

 

O meu docinho tinha de ir ao vet urgentemente mas era domingo, só podia ser uma urgência e não tinha ninguém com carro que mo pudesse levar. O meu irmão que tinha regressado de fora de Lisboa, finalmente, levou o meu Bóbi ao vet. Este não lhe detetou nada de especial, apenas lhe deu um protetor gástrico injectável. Tentou (espicaçou-o todo para) tirar sangue para fazer umas análises e ver como estava a urina já que ele tinha cálculos na bexiga,mas aquilo não correu nada bem. Jamais me esquecerei dos olhos do meu docinho que agora entendi como sendo um pedido de socorro.

 

Depois de consultado só estava bem deitado no chão, não tinha força e o vet dizia que era da medicação. Levámo-lo para o carro, viémos para casa e o meu adorado Bobi, quis deitar-se na cama dos meus pais. Dirigi-me à sala e oiço a minha mãe chamar-me a mim e ao meu irmão, ao mesmo tempo que ouvi o cão lançar dois urros, e dizer que o Bóbi estava morto.

 

Corri, tentei pegar no cão que se antes pesava 34 quilos agora pesava o dobro para o levar de novo ao vet na esperança de conseguir reanimá-lo mas não conseguia, não tinha força. Desesperei, arranjei forças não sei onde, passámos sinais vermelhos, conduzimos em contramão e chegámos ao vet.

 

Não foi possível fazer nada. Já estava a arrefecer. Deixei-lo lá para cremação junto com o meu coração. Fique arrasada, destroçada e entrei em depressão. Nessa noite não consegui parar de andar de um lado para outro pela casa toda, não consegui dormir embora tivesse tomado três xanax.

 

Acredito piamente que foi negligência. O choque foi tão grande, tão acutilante e brutal que nem sequer consegui falar sobre isto aqui no blog.

 

Por ironia do destino, para ir para a escola onde dei aulas este ano, tinha de passar duas vezes à porta do vet e reviver aquela noite fatídica. Foi duro, muito duro!

 

O meu grandão muito amado! A "mana" ama-te muito e estás sempre no meu coração, meu docinho!

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